Período 22 a 28 de junho 2026
1. Expobor 2026 consolida São Paulo como centro latino-americano da borracha (23/06/2026)
ASSUNTO: Feira reforça protagonismo regional da cadeia da borracha.
Resumo: A Expobor 2026 foi realizada de 23 a 25 de junho no Expo Center Norte, em São Paulo, reunindo fornecedores, fabricantes, transformadores, especialistas técnicos e compradores da indústria da borracha. O evento se posicionou como a principal vitrine latino-americana para máquinas, insumos, matérias-primas, compostos, automação e soluções industriais aplicadas ao setor. A feira também reforçou sua função como ambiente de geração de negócios, atualização técnica e conexão entre empresas tradicionais e novas tecnologias. A edição ganhou relevância por ocorrer em um momento de pressão por eficiência, redução de custos, digitalização e sustentabilidade. Para a cadeia brasileira, o evento funcionou como termômetro das prioridades industriais para os próximos anos.
Impacto: A Expobor fortalece a visibilidade do setor nacional e cria oportunidades comerciais para fabricantes de artefatos, compostos, máquinas e especialidades químicas. Também ajuda empresas brasileiras a acompanhar tendências globais sem depender apenas de feiras internacionais.
Contexto: A indústria da borracha vive uma fase de transição marcada por automação, exigências ambientais e busca por materiais de maior desempenho. Nesse cenário, a feira se consolida como ponto de encontro estratégico para atualização e competitividade.
Fonte: Expobor Brasil.
2. Expobor destaca lançamentos de máquinas, insumos e materiais de alto desempenho (23/06/2026)
ASSUNTO: Inovação industrial ganha centralidade na feira.
Resumo: A edição de 2026 colocou em evidência soluções voltadas ao aumento de produtividade e à melhoria da qualidade dos processos industriais. Entre os destaques estiveram máquinas de última geração, materiais de alto desempenho, tecnologias para transformação de elastômeros e soluções para controle produtivo. O posicionamento da feira deixou claro que o setor está migrando de uma lógica apenas operacional para uma agenda mais tecnológica. Os expositores buscaram apresentar soluções capazes de reduzir perdas, melhorar padronização e ampliar competitividade frente a importados. A feira também funcionou como vitrine para fornecedores que desejam se aproximar de transformadores de pequeno e médio porte.
Impacto: A modernização tecnológica tende a beneficiar empresas que precisam reduzir desperdícios e elevar consistência produtiva. Fabricantes que adotarem máquinas mais eficientes podem ganhar margem em um ambiente de custos industriais pressionados.
Contexto: A cadeia da borracha no Brasil ainda possui grande diversidade tecnológica entre empresas. A Expobor mostra que a atualização fabril deixou de ser diferencial e passou a ser requisito para sobrevivência competitiva.
Fonte: Expobor Brasil.
3. Inteligência artificial e automação entram na agenda da indústria de elastômeros (23/06/2026)
ASSUNTO: Indústria 4.0 ganha espaço no setor da borracha.
Resumo: A Expobor reforçou a discussão sobre inteligência artificial, automação e digitalização como ferramentas para preservar margens e reduzir desperdícios invisíveis na indústria de elastômeros. A adoção dessas tecnologias vem sendo associada a controle de processo, manutenção preditiva, rastreabilidade, formulação de compostos e gestão energética. O tema ganhou relevância porque muitos fabricantes enfrentam custos elevados, perda de eficiência e dificuldade de padronização em lotes industriais. A digitalização permite transformar dados de produção em decisões operacionais mais rápidas. O movimento também aproxima a indústria da borracha de práticas já consolidadas em setores como automotivo, químico e embalagens.
Impacto: Empresas que adotarem automação e análise de dados podem reduzir refugos, melhorar qualidade e aumentar previsibilidade produtiva. Isso tende a ampliar a diferença competitiva entre fabricantes tecnologicamente atualizados e empresas com processos manuais.
Contexto: A Indústria 4.0 tornou-se um eixo estratégico para transformar produtividade em vantagem comercial. No setor da borracha, esse avanço é especialmente importante por causa da complexidade das formulações e da variabilidade dos processos.
Fonte: Expobor Brasil.
4. Pneushow 2026 reforça protagonismo da reforma de pneus na logística brasileira (23/06/2026)
ASSUNTO: Reforma de pneus ganha destaque como solução econômica e sustentável.
Resumo: Realizada em paralelo à Expobor, a Pneushow 2026 reuniu fabricantes, reformadores, transportadores, fornecedores de bandas, equipamentos e soluções técnicas para recapagem. O evento destacou a importância da reforma de pneus para o transporte rodoviário, equipamentos pesados e operações logísticas. A feira também reforçou a relação entre custo por quilômetro, qualidade do processo e sustentabilidade. O pneu reformado foi apresentado como alternativa estratégica para reduzir custos operacionais e ampliar o ciclo de vida dos produtos. Em um país altamente dependente do transporte rodoviário, a reforma segue como elo relevante entre economia e circularidade.
Impacto: O fortalecimento da reforma de pneus beneficia recapadores, fornecedores de bandas, distribuidores e frotistas. A tendência pode ampliar investimentos em qualidade, automação e certificação no segmento.
Contexto: A logística brasileira continua pressionada por custos de combustível, manutenção e pneus. A reforma ganha relevância porque combina redução de custo, reaproveitamento de carcaças e menor impacto ambiental.
Fonte: Pneushow.
5. Prêmio Renova Pneu reconhece inovação e sustentabilidade na reforma de pneus (24/06/2026)
ASSUNTO: Premiação valoriza empresas e profissionais da recapagem.
Resumo: O Prêmio Renova Pneu 2026 destacou iniciativas com impacto positivo em eficiência, inovação, sustentabilidade e qualidade técnica no setor de reforma de pneus. Entre as categorias estiveram soluções industriais, impacto socioambiental, uso técnico sustentável, reformadoras, mulheres na reforma e reaproveitamento criativo de pneus. A premiação deu visibilidade a empresas como Tipler, Vipal, Flex Tire, Vulcaflex, FM Pneus, Ecorubber e NSA Pneutec. O reconhecimento reforça que a reforma de pneus deixou de ser vista apenas como atividade de baixo custo e passou a ser apresentada como cadeia técnica, estruturada e alinhada à economia circular.
Impacto: A premiação fortalece a reputação do setor e incentiva empresas a investir em processo, sustentabilidade e diferenciação técnica. Também amplia a confiança de frotistas e transportadores na recapagem de qualidade.
Contexto: A cadeia de pneus enfrenta pressão crescente por circularidade e redução de resíduos. Nesse cenário, reconhecer boas práticas ajuda a profissionalizar o mercado e elevar padrões técnicos.
Fonte: Pneushow.
6. Sustentabilidade industrial coloca componentes elastoméricos no centro da eficiência (24/06/2026)
ASSUNTO: Borracha deixa de ser item secundário e passa a ser elemento estratégico.
Resumo: A agenda da Expobor reforçou que componentes elastoméricos têm papel relevante na eficiência energética, na durabilidade de sistemas industriais e na redução de desperdícios. Vedações, mangueiras, correias, perfis, revestimentos e peças técnicas influenciam diretamente a confiabilidade de equipamentos e processos. O discurso setorial vem mudando: a borracha não é apenas um insumo de reposição, mas um componente crítico para segurança, produtividade e sustentabilidade. Essa visão amplia o valor percebido dos fabricantes de artefatos técnicos. Também abre espaço para materiais mais duráveis, formulações especiais e serviços de engenharia aplicada.
Impacto: Fabricantes de artefatos podem capturar maior valor ao posicionar seus produtos como soluções de eficiência e não apenas como peças substituíveis. Isso favorece vendas técnicas e contratos baseados em desempenho.
Contexto: A sustentabilidade industrial depende de ganhos operacionais contínuos. No setor da borracha, pequenos componentes podem gerar grande impacto quando aplicados em escala.
Fonte: Expobor Brasil.
7. Pneushow posiciona reforma como ferramenta de competitividade para frotas (24/06/2026)
ASSUNTO: Custo por quilômetro impulsiona interesse por pneus reformados.
Resumo: A Pneushow destacou que a reforma de pneus é cada vez mais importante para empresas de transporte, agronegócio, mineração, construção e logística. O evento enfatizou soluções voltadas à produtividade, qualidade do processo, redução do custo por quilômetro e sustentabilidade. A presença de fornecedores de equipamentos, bandas, insumos e sistemas de gestão reforçou a evolução técnica do segmento. A feira também evidenciou que reformadores precisam combinar escala, controle de qualidade e rastreabilidade para atender clientes mais exigentes. A reforma ganha força não apenas por custo, mas também por seu papel na gestão ambiental de carcaças.
Impacto: A valorização da reforma pode gerar aumento da demanda por equipamentos, bandas e serviços técnicos. Para frotistas, o tema reforça oportunidades de redução de custos sem abrir mão de desempenho.
Contexto: A pressão sobre margens no transporte torna o pneu um item decisivo de gestão operacional. A Pneushow mostra que a reforma se conecta diretamente à eficiência logística brasileira.
Fonte: Pneushow.
8. Expobor e Pneushow reforçam sinergia entre artefatos de borracha e pneus (25/06/2026)
ASSUNTO: Eventos integrados ampliam visão da cadeia produtiva.
Resumo: A realização conjunta da Expobor e da Pneushow permitiu reunir em um mesmo ambiente fornecedores de matérias-primas, fabricantes de artefatos, reformadores, empresas de pneus, máquinas e soluções industriais. Essa integração é importante porque pneus e artefatos compartilham desafios semelhantes: formulação, processamento, qualidade, custos de energia, sustentabilidade e automação. A feira ajudou a aproximar segmentos que muitas vezes atuam de forma separada, mas dependem de tecnologias e insumos comuns. Também facilitou a circulação de conhecimento entre aplicações industriais, automotivas, logísticas e de reciclagem. O resultado foi uma leitura mais abrangente da cadeia da borracha.
Impacto: A integração tende a estimular parcerias entre fornecedores de materiais, fabricantes de peças e empresas de reforma de pneus. Também favorece transferência de soluções técnicas entre diferentes segmentos.
Contexto: A indústria da borracha é fragmentada, mas seus desafios são cada vez mais comuns. Eventos integrados ajudam a criar visão sistêmica e ampliar oportunidades de inovação.
Fonte: Expobor Brasil e Pneushow.
9. Color Service destaca automação na Expobor e conquista Prêmio Expobor Brasil 2026 (24/06/2026)
ASSUNTO: Tecnologia de dosagem automática da Color Service é reconhecida com o prêmio de Inovação e Transformação Digital nos Processos Industriais.
Resumo: A Color Service, empresa italiana especializada em sistemas automáticos de dosagem de matérias-primas para a indústria da borracha, participou da Expobor 2026 em parceria com a GBO – Garbelotto Business Office e a United Rubber. Durante a feira, apresentou soluções voltadas à automação dos processos de pesagem e dosagem de sólidos e líquidos, com destaque para um sistema destinado à dosagem automática de pequenos ingredientes químicos. A tecnologia permite eliminar erros operacionais, aumentar a produtividade, melhorar a precisão das formulações, reduzir o contato dos operadores com produtos químicos e minimizar a emissão de poeira no ambiente fabril. Dependendo da configuração, o equipamento produz entre 10 e 90 embalagens por hora, com dosagem mínima de 5 gramas e precisão de aproximadamente 1%. O conjunto de soluções chamou a atenção do mercado por responder diretamente aos desafios de produtividade, rastreabilidade e segurança operacional enfrentados pela indústria da borracha. Como reconhecimento, a empresa conquistou o Prêmio Expobor Brasil 2026, na categoria Inovação e Transformação Digital nos Processos Industriais, consolidando-se como uma das principais referências em automação industrial aplicada ao setor.
Impacto: O reconhecimento da Color Service evidencia que a digitalização e a automação dos processos de pesagem deixaram de ser apenas diferenciais tecnológicos para se tornarem fatores estratégicos de competitividade. A adoção desses sistemas pode reduzir desperdícios, aumentar a repetibilidade das formulações, melhorar a qualidade dos compostos e diminuir riscos ocupacionais, contribuindo para ganhos de produtividade e sustentabilidade nas fábricas de artefatos e pneus.
Contexto: A premiação reflete uma tendência observada em toda a cadeia global da borracha: a integração entre automação, rastreabilidade e Indústria 4.0. Em um cenário de crescente pressão por eficiência operacional, redução de custos e maior controle dos processos produtivos, soluções como as apresentadas pela Color Service passam a desempenhar papel estratégico na modernização das plantas industriais. A Expobor 2026 reforçou essa agenda ao destacar tecnologias capazes de elevar o padrão tecnológico da indústria brasileira.
Fonte: Expobor Brasil; Lista Oficial de Expositores da Expobor; Portal da Autopeça.
10. Linglong anuncia expansão de €500 milhões em fábrica de pneus na Sérvia (23/06/2026)
ASSUNTO: Fabricante chinesa amplia capacidade produtiva na Europa.
Resumo: A Linglong Tire lançou a segunda fase de expansão de sua planta em Zrenjanin, na Sérvia, com investimento de aproximadamente €500 milhões. O projeto reforça a presença da fabricante chinesa no mercado europeu e amplia sua capacidade de atender clientes regionais com produção localizada. A movimentação também mostra como fabricantes asiáticos seguem internacionalizando operações para reduzir riscos logísticos, tarifários e comerciais. A Sérvia se consolida como polo relevante para investimentos industriais ligados a pneus. Para concorrentes globais, o movimento aumenta a pressão competitiva em preço, escala e proximidade com mercados consumidores.
Impacto: A expansão pode intensificar a concorrência no mercado europeu de pneus e influenciar fluxos globais de fornecimento. Fabricantes latino-americanos devem acompanhar o avanço asiático fora da China, pois isso pode afetar estratégias de exportação e preços internacionais.
Contexto: A indústria global de pneus passa por redistribuição geográfica de capacidade produtiva. Empresas chinesas buscam presença internacional para ganhar escala e reduzir exposição a barreiras comerciais.
Fonte: European Rubber Journal.
11. Índia abre investigação antidumping sobre resorcinol importado da China e do Japão (23/06/2026)
ASSUNTO: Químico estratégico para borracha entra na pauta de defesa comercial.
Resumo: A Índia iniciou investigação antidumping sobre importações de resorcinol originárias da China e do Japão, após petição da Atul Ltd. O resorcinol é um insumo importante para fabricação de pneus e artefatos de borracha, especialmente em sistemas de adesão e resinas. A investigação avaliará alegações de dano à indústria doméstica, incluindo subcotação de preços e deterioração de indicadores financeiros. O caso evidencia a crescente sensibilidade em torno de químicos críticos para a cadeia elastomérica. Também mostra que políticas de defesa comercial não se limitam a pneus acabados, mas alcançam matérias-primas e intermediários químicos.
Impacto: A investigação pode alterar custos e disponibilidade de insumos para fabricantes indianos e influenciar fornecedores globais. Para compradores internacionais, reforça a necessidade de diversificar fontes de químicos estratégicos.
Contexto: A cadeia da borracha depende de insumos químicos altamente especializados. Tensões comerciais envolvendo esses materiais podem impactar formulações, custos e planejamento industrial.
Fonte: European Rubber Journal.
12. WDK alerta que Alemanha pode perder produção de borracha até 2035 (24/06/2026)
ASSUNTO: Competitividade industrial europeia enfrenta risco estrutural.
Resumo: A associação alemã da indústria da borracha, WDK, alertou que a Alemanha pode perder sua base produtiva no setor até 2035 caso não sejam enfrentados custos elevados de energia e excesso de burocracia. O alerta revela a preocupação de fabricantes europeus com a perda de competitividade frente a regiões com menor custo industrial. A mensagem também reforça que a transição energética precisa ser acompanhada de políticas capazes de preservar a manufatura local. A indústria alemã de borracha é estratégica para automotivo, máquinas, saúde, infraestrutura e mobilidade. A possível perda de capacidade teria efeitos sobre fornecedores, empregos e cadeias técnicas especializadas.
Impacto: O alerta pode acelerar debates sobre política industrial, energia e regulação na Europa. Para empresas brasileiras, o tema mostra que competitividade depende não apenas de tecnologia, mas também de ambiente regulatório e custo sistêmico.
Contexto: A Europa enfrenta pressão para descarbonizar sem perder base industrial. O setor da borracha, intensivo em energia e insumos, está no centro dessa tensão.
Fonte: European Rubber Journal.
13. Dow anuncia investimento de US$100 milhões em silicones especiais (24/06/2026)
ASSUNTO: Elastômeros de silicone ganham impulso em aplicações avançadas.
Resumo: A Dow anunciou investimento de US$100 milhões em silicones especiais, reforçando sua aposta em materiais de maior valor agregado. A iniciativa está ligada a aplicações em mobilidade, eletrônicos, semicondutores, veículos elétricos e setores industriais de alta exigência. Os silicones especiais têm ganhado espaço por sua resistência térmica, estabilidade, desempenho elétrico e durabilidade. O investimento mostra que grandes grupos químicos seguem direcionando capital para elastômeros técnicos, menos expostos à lógica de commodities. Também confirma a expansão de materiais voltados a transição energética e eletrificação.
Impacto: O movimento amplia a oferta global de materiais especiais e pode estimular inovação em artefatos técnicos de maior valor. Empresas transformadoras terão oportunidades em aplicações que exigem desempenho superior.
Contexto: A indústria da borracha sintética está migrando para especialidades, com maior conteúdo tecnológico e margens superiores. Silicones especiais se encaixam diretamente nessa tendência.
Fonte: European Rubber Journal.
14. Bolder avança em planta europeia de pirólise de pneus inservíveis (25/06/2026)
ASSUNTO: Projeto de negro de carbono recuperado supera etapa regulatória.
Resumo: A Bolder Industries recebeu licenças finais para construir sua primeira instalação europeia no Porto de Antuérpia-Bruges, na Bélgica. O projeto, apoiado pelo EU Innovation Fund, prevê processamento de pneus inservíveis e produção de negro de carbono recuperado. A iniciativa reforça o avanço da pirólise como rota industrial para valorização de resíduos de pneus. O projeto também mostra que a circularidade está deixando o campo conceitual e avançando para plantas comerciais de maior escala. O negro de carbono recuperado é estratégico porque pode reduzir dependência de insumos fósseis e emissões associadas à cadeia de pneus.
Impacto: A expansão da pirólise pode criar novas cadeias de fornecimento para rCB e óleo de pirólise. Fabricantes de pneus e artefatos terão maior pressão para avaliar materiais reciclados em formulações.
Contexto: A indústria de pneus enfrenta metas ambientais cada vez mais rigorosas. Projetos como o da Bolder mostram que reciclagem química e circularidade ganharão espaço na estratégia global do setor.
Fonte: European Rubber Journal.
15. Universidade chinesa desenvolve tecnologia de espumação supercrítica para elastômeros (24/06/2026)
ASSUNTO: Nova rota técnica promete espumas elastoméricas de baixa densidade.
Resumo: Pesquisadores da Qingdao University of Science and Technology desenvolveram tecnologia de espumação supercrítica para polímeros e elastômeros, avaliada por especialistas como de nível internacional avançado. A tecnologia permite produzir espumas elastoméricas com densidade muito baixa, alta precisão dimensional e estrutura celular uniforme. A inovação pode ser aplicada em setores que exigem leveza, absorção de impacto, isolamento, conforto e desempenho técnico. O desenvolvimento reforça a posição da China como polo crescente de pesquisa aplicada em materiais elastoméricos. Também indica que inovação em borracha não está restrita a compostos tradicionais, mas avança para engenharia de estruturas e processamento.
Impacto: A tecnologia pode abrir novas aplicações em automotivo, calçados, vedação, isolamento e produtos técnicos. Fabricantes que dominarem espumas avançadas poderão competir em nichos de maior valor agregado.
Contexto: A busca por leveza e eficiência impulsiona materiais celulares em diversas indústrias. Para a borracha, isso representa oportunidade de diversificação além de pneus e artefatos convencionais.
Fonte: European Rubber Journal.
16. Smithers projeta crescimento do consumo global de matérias-primas para pneus (22/06/2026)
ASSUNTO: Desempenho e sustentabilidade impulsionam demanda por insumos.
Resumo: A Smithers aponta que o consumo mundial de matérias-primas para pneus deve alcançar 57,2 milhões de toneladas em 2025 e crescer a uma taxa média anual de 3,2% até 2030, chegando a 67,42 milhões de toneladas. A análise destaca oportunidades em materiais de base biológica, compostos funcionalizados, componentes reciclados, nanotecnologia e polímeros avançados. O crescimento mostra que a indústria de pneus continuará demandando grande volume de borracha natural, borrachas sintéticas, negro de carbono, sílicas, químicos e reforços. Ao mesmo tempo, a composição dos materiais tende a mudar em direção a soluções com melhor desempenho e menor impacto ambiental.
Impacto: Fornecedores de matérias-primas terão oportunidade de crescer, mas precisarão atender requisitos técnicos e ambientais mais rigorosos. A demanda por materiais sustentáveis deve influenciar compras, P&D e homologações.
Contexto: O mercado de pneus combina escala global com pressão por inovação. A transição para materiais mais sustentáveis deve redesenhar relações entre fabricantes, químicos e fornecedores agrícolas.
Fonte: Smithers.
17. Smithers aponta necessidade de revisar testes de resistência ao rolamento (26/06/2026)
ASSUNTO: Veículos elétricos exigem avaliação mais realista de pneus.
Resumo: Estudos associados à Smithers indicam que os padrões tradicionais de teste de resistência ao rolamento, geralmente realizados em temperaturas próximas de 24°C ou 25°C, podem não refletir adequadamente as condições reais de uso dos pneus. O tema ganhou importância com a expansão dos veículos elétricos, nos quais a resistência ao rolamento afeta diretamente autonomia, consumo de energia e emissões indiretas. Ensaios em diferentes faixas de temperatura permitem compreender melhor o desempenho em ambientes frios e quentes. A discussão também mostra que pneus para EVs exigirão desenvolvimento mais sofisticado de compostos e estruturas. O avanço dos testes tende a influenciar normas futuras.
Impacto: Fabricantes de pneus precisarão ampliar validações técnicas e desenvolver compostos mais estáveis em diferentes temperaturas. Isso pode aumentar demanda por SSBR, sílicas especiais, resinas e aditivos funcionais.
Contexto: A eletrificação automotiva está mudando critérios de desempenho dos pneus. A resistência ao rolamento deixa de ser apenas indicador de eficiência e passa a ser fator crítico para autonomia dos veículos.
Fonte: Smithers.

